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  REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 151
Mais presente do que nunca
Sua morte foi decretada, mas o túmulo nunca foi fechado: a questão ideológica continua muito presente na educação (e também fora dela). E não é demais questionar: é possível haver educação sem ideologia, ou a simples expressão desse desejo já é reveladora de um lugar de onde se vê (e pensa ) o mundo?
 
Fabiano Curi

Berlim, 1989: a queda do muro foi vista por alguns, como o americano Francis Fukuyama, como um marco do fim da história em termos de conflitos ideológicos. O tempo se encarregou de mostrar que esse dia ainda está por vir
Há cerca de duas décadas, o mundo testemunhou a implosão do socialismo de Estado encabeçado pela União Soviética. Mais do que isso, passou a viver num planeta que abandonava a bipolaridade das superpotências para caminhar na direção do sistema político-econômico sobrevivente. Sim, sobrevivente, pois para muitos a queda do modelo soviético levava consigo para o túmulo toda a ideologia que o cercava. Comunismo, socialismo, marxismo e todas as suas ramificações pareciam se haver evaporado do cenário geopolítico global, sumiço este que reduziria a pó a existência dos conflitos ideológicos. O mundo viveria sob a égide de um modelo hegemônico e, assim, decretava-se o fim das ideologias.
Desde então, análises ideológicas passaram a ser vistas como objeto de estudo exclusivamente de historiadores que olhavam para o passado na tentativa de caracterizar enfrentamentos de grupos com conjuntos de ideias antagônicas. O esmorecimento de um mundo marcado por ideologias acabou afetando uma instituição que sempre esteve intimamente ligada ao debate ideológico: a escola.

Recentemente, a promulgação de uma nova Lei de Educação na Venezuela inflamou a grita daqueles que se opõem a Hugo Chávez. Os pontos divulgados - o controle do Estado na seleção e supervisão de professores, a proibição de conteúdos que vão contra a soberania do país e algumas propostas amplas de princípios de responsabilidade social, solidariedade e comunhão entre escola, comunidade e família, entre outros - foram vistos como mais um golpe autoritário e totalmente deslocado dos rumos da educação no mundo contemporâneo.

Contudo, o discurso de que tensões ideológicas são obsoletas não deixa de ser também ideológico. Para Marcos Cassim, professor de sociologia da educação da USP de Ribeirão Preto, "ideologia é concepção de mundo e a educação faz parte dessa concepção de mundo; assim, toda a educação é ideológica". Ele explica a razão disso argumentando que "todas as sociedades constroem o homem a partir de sua concepção de ser humano. O homem se constitui humano e se constitui historicamente".

Na opinião de Sílvio Gallo, professor da Faculdade de Educação da Unicamp e autor do recente livro Subjetividade, ideologia e educação (Alínea, 2009), o problema começa na definição do próprio conceito de ideologia, que é visto de forma distinta por diferentes autores. "Temos essa ideia de ideologia dominante muito claramente em (Karl) Marx e em alguns autores marxistas", diz. Ele lembra que, para Marx, há a ideia de um falseamento da realidade por parte das classes dominantes que, ao impor seus valores, buscam fazer com que sejam vistos como únicos e legítimos, enquanto para outros autores, mesmo no campo  marxista, como (Antonio) Gramsci e (Louis) Althusser (leia texto na página 51), a ideologia representa os interesses de uma determinada classe e não, necessariamente, um falseamento.

"Em Marx, há oposição entre ideologia e ciência. A classe dominante, para falsear, produz ideologia, a classe dominada, para se libertar, produz ciência", desenvolve Gallo. "Nos autores posteriores vamos ter a extensão do conceito de ideologia para dizer que toda a produção de conhecimento por uma determinada classe é ideologia, independentemente de ela ser um falseamento da realidade ou uma afirmação da realidade, dependendo dos interesses do grupo", completa.

Dermeval Saviani, professor emérito da Faculdade de Educação da Unicamp, ressalta que essa tentativa de evitar os conflitos de ideias fica evidente ainda no início da massificação da educação europeia: "a partir do momento em que a burguesia se consolida no poder, começa a adotar uma ideologia, no sentido de mascaramento da realidade, de naturalização da realidade como se a ordem burguesa fosse a ordem definitiva".

Gallo lembra que existe também uma outra conceituação na qual uma determinada ideologia social é produzida com a participação consciente ou inconsciente da sociedade como um todo, mesmo que ela atenda a determinadas prerrogativas ou desejos da classe dominante, mas com a aceitação da classe dominada, pois, se não houver reação, há, em algum nível, o consentimento.

Avaliações
Nos últimos anos, o esvaziamento do debate ideológico no campo educacional tem sido marcado pela associação direta da educação com o mercado de trabalho. Ainda que a formação de mão de obra seja uma das finalidades sociais da educação em qualquer regime político, no período recente a perspectiva utilitarista do espaço escolar ganhou muita força.
Entre os indicadores educacionais que podem ser apreciados, há hoje em dia muita ênfase naqueles que relacionam escolaridade com renda e empregabilidade. Assim, muitos dos investimentos em educação só são justificados quando garantem saldos significativos na produtividade e na renda.

Na avaliação de Saviani, a educação sofre a "determinação das exigências de mercado, que envolve a busca de resultados com o mínimo dispêndio. Os investimentos em educação estão subordinados à busca de resultados e os resultados são aferidos pelos indicadores de mercado".

Para medir os efeitos da educação na vida das pessoas e no funcionamento da sociedade, os anos de reforma do Estado democrático foram ricos na proliferação de sistemas de avaliação de escolas, professores e estudantes. No Brasil, por exemplo, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a educação teve papel central e, dentro das políticas de universalização da Educação Básica, criaram-se mecanismos que buscavam de alguma forma mensurar a qualidade do ensino. Alvo de muitas críticas da oposição na época, tais políticas, com algumas mudanças pontuais, foram preservadas pelo governo Lula e, ainda que possam existir debates acerca das metodologias empregadas, as avaliações não são mais questionadas. De acordo com Odair Sass, psicólogo e professor do programa de educação da PUC-SP, as avaliações servem para "definir o que é funcional e o que é disfuncional para tentar consertar os problemas, mas não é colocado em questão o modelo de educação".

 Fernando Veloso, economista e professor do Ibmec-RJ que co-organizou o livro Educação básica no Brasil: construindo o país do futuro (Campus, 2009), argumenta que "a mudança de política de avaliações não acontece apenas no Brasil, é uma tendência mundial, e eu não vejo ideologia nisso". Ele lembra que esse movimento começou nos Estados Unidos, e agora acontece em outros lugares "a ideia de que você tem de mensurar de alguma forma a qualidade da educação".
 Veloso recorda que existiam no Brasil anteriormente vários indicadores de quantidade, como taxa de
frequência, de matrícula e índice de escolaridade, mas que não havia uma medida de qualidade como as que foram implantadas nas últimas duas décadas.

O professor do Ibmec-RJ cita o exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos no período recente: "Em seu governo, Bush criou o No child left behind, um sistema de responsabilização, ou seja, você não só mede os resultados, mas responsabiliza as escolas pelo resultado. Isso não quer dizer culpar, mas saber qual é a contribuição da escola no contexto dela e estabelecer premiações e punições". O professor conta que, atualmente, "Obama, do partido adversário e com uma visão de mundo completamente diferente, deu um nome diferente para o programa, mas que, na essência, é muito parecido. Ele aprofundou e corrigiu alguns problemas do programa de Bush."

Veloso aponta que a nova administração está estabelecendo padrões mínimos de qualidade, pois lá os estados têm autonomia para fazer o sistema de avaliação e de responsabilização. "Alguns fizeram um programa bom e outros, um programa fraco." O economista complementa seu exemplo dizendo que esses sistemas não são ideológicos, pois o governo atual tem dado grande apoio às charter schools, que são escolas públicas com a gestão a cargo de organizações não governamentais ou mesmo do sistema privado, o que é visto em qualquer lugar do mundo como "atividade de mercado", diz ele.

"Não vejo ideologia nos Estados Unidos, mas sim a ideia de que você tem de mensurar e fazer o possível para melhorar", avalia. "E acho que no Brasil é igual: se pegarmos o governo Lula, talvez tirando os dois primeiros anos nos quais houve um desvio da atenção ao ensino básico que era dada no governo anterior mas que depois a retomou, no fundo, mesmo que ele não reconheça, o governo atual tem dado continuidade e aprofundado políticas adotadas no governo Fernando Henrique."

Veloso afirma que tais medidas são políticas de Estado, "o que não quer dizer que educadores e economistas concordem, mas acho que há um certo consenso de que qualquer política educacional bem feita tem de avaliar o resultado e usar essa avaliação para aprimorar". "É uma questão de princípio e não de ideologia", conclui.

José Leon Crochik, professor da Instituto de Psicologia da USP, também acredita que "estamos na era das grandes avaliações, não só no Brasil, mas em todo o mundo". E pondera que "isso é muito ruim quando se cria um ranking que torna a escola uma questão de mercado, mas, por outro lado, há uma preocupação com o índice de qualidade e com metas a serem perseguidas".

Escola e Estado
A determinação dos modelos de educação pelo Estado, ainda que seja para, na abordagem de certos espectros políticos, servir aos interesses privados, coloca nas mãos dos governos um importante instrumento ideológico. Em regimes despóticos, a ingerência do Estado é mais perceptível, mas ela não deixa de acontecer também em sistemas políticos democráticos.

Marcos Cassim problematiza que "se a escola não está sob a tutela do Estado, a sociedade não a reconhece, pois não há um certificado". "A escola não apenas produz o conhecimento, mas também o certifica."

Entretanto, ele enfatiza que se confunde educação com escola. "Escola é uma instituição do Estado e a educação é processo. A escola como aparelho do Estado é organizada de acordo com a visão desse Estado e das classes dominantes, mas no interior da escola acontecem processos diversos, às vezes não como afirmação, mas como negação", explica.

Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo Rosimar Esquisani, é possível haver contraideologia em relação ao Estado. "No Rio Grande do Sul, temos a gestão democrática do ensino público que tem dado certo em muitas instituições de ensino", revela. A escolha de diretores, a descentralização administrativa e a participação da comunidade nas decisões da escola podem alimentar ideologias muitas vezes contrárias ao que é de interesse do Estado ou de grupos dominantes.

O venezuelano Hugo Chávez: proposta de lei busca introduzir um maior controle da educação por parte do estado
Vale ainda ressaltar que muitas escolas hoje estão aparelhadas com redes de computadores e atendem a um alunado cada vez mais inserido em realidades tecnológicas que dividem espaço com conteúdos preparados pelo professor, com o material didático e com as diretrizes da escola. Ainda que a maior parte dos modelos educacionais se sustente na lógica livresca e do professor como guardião do conhecimento, os canais de consulta ao redor e dentro da escola são mais numerosos do que em outros tempos.

Sílvio Gallo acredita igualmente que a educação também pode produzir contraideologia o tempo todo, mesmo no espaço da escola. Ele observa que "na medida em que a educação é tratada como coisa pública, existe o lado importante do investimento do Estado na formação dos cidadãos e também o controle efetivo que o Estado exerce". Contudo, ressalta que "ao mesmo tempo que isso acontece, nós temos no âmbito das relações cotidianas da escola reações por parte dos professores, dos estudantes e do corpo diretivo. Não há uma assimilação direta e acrítica por parte desses indivíduos".

Para Gallo, nenhum modelo progride se não houver uma aceitação de todas as esferas envolvidas na educação, principalmente do docente. "O professor é o verdadeiro ator desse processo todo. Uma política educacional só acontece se o professor a assumir e a realizar."

Professores ideológicos
No cenário da educação brasileira é muito comum emergirem críticas a professores que expõem dentro da sala de aula suas afinidades ideológicas. Não são poucos os que defendem que a escola deve manter uma postura neutra e ensinar o que deve ser ensinado sem pender para discursos políticos. Mas será que a neutralidade na educação é atingível ou, até, desejável?

 "O que vemos nessas críticas ao professor ideológico são pessoas de extrema-direita criticando professores de extrema-esquerda ou pessoas de extrema-esquerda criticando professores de extrema-direita", crê Sílvio Gallo. Para a sua colega da Faculdade de Educação da Unicamp Ana Lúcia Goulart de Faria, "todo conhecimento é engajado, seja para as coisas melhorarem para todos, seja para melhorarem só para alguns."

Já José Leon Crochik alerta que "quando a educação se pretende neutra, equidistante, como se fosse possível abrir mão de si mesma e assumir um lugar imaginário sobre todo o mundo, aí se esposa talvez uma das piores ideologias".

No ponto de vista de Odair Sass, as críticas aos "professores ideológicos" acontecem porque "a ideologia não é vista na própria sequência pedagógica", ou seja, nas políticas educacionais, no material didático, na infraestrutura da escola. "Ela é individualizada na figura do professor."

Marcos Cassim identifica a ideia de neutralidade na educação como uma herança do pensamento positivista. Para ele, mesmo que a escola não se envolva em questões políticas, principalmente de política partidária, é preciso pensar a política como a capacidade de contribuir nas decisões.

Saviani também descarta a possibilidade de uma educação em que a questão ideológica não esteja presente. "Não existe conhecimento desinteressado. A ideologia é um elemento integrante da vida humana. O homem age sobre a natureza para transformá-la no interesse de sua própria sobrevivência. Ele conhece para dominar, conhecimento é poder."

Gallo acrescenta um aspecto desse processo: a formação de docentes. "A gente não tem homogeneidade na formação de professores. Vemos muitas críticas à universidade pública dizendo que formam professores ideológicos, que elas não preparam tecnicamente o professor, mas sim politicamente. Mas será que faz sentido uma formação estritamente técnica do professor? Uma boa formação técnica não está desvinculada de uma boa formação política e vice-versa", reflete.

A discussão, entretanto, recai sobre a capacidade de mediar debates e tensões ideológicas dos professores que se formam. Crochik nota que "a formação dos professores de uma maneira geral é muito imediata, concreta, precária, pouco afeita ao raciocínio, à imaginação, àquilo que seria próprio de um homem formado".

Os problemas de preparo desses professores acabam colocando na sala de aula profissionais acríticos ou doutrinários, o que, evidentemente, não é nada vantajoso para qualquer modelo de educação que se pretenda plural. "Não sou favorável a defender doutrinas na escola, mas sim que se passem as ideias dos pensadores de cada doutrina. Sou partidário da leitura do movimento da sociedade e das contradições visíveis nela", revela Crochík.

E como ficam os estudantes nesse processo de enfrentamento ideológico? Disse certa vez o crítico literário e cultural galês Raymond Williams sobre o processo de alfabetização na Europa depois das revoluções burguesas: "não há como ensinar uma pessoa a ler a Bíblia sem também ensiná-la a ler a imprensa radical".


Para saber mais

> A elite eclesiástica brasileira, de Sérgio Miceli, Cia. das Letras, 2009

> A ideologia alemã, de Karl Marx e Friedrich Engels (várias editoras)

> Aparelhos ideológicos de Estado, de Louis Althusser, Graal, 2007 (esgotado)

> A reprodução, de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron, Vozes, 2008

> Educação, ideologia e contra-ideologia, de Antônio Joaquim Severino, EPU, 1986 (esgotado)

> Estado militar e educação no Brasil, de José Willington Germano, Cortez, 1994 (esgotado)

> História das ideias pedagógicas no Brasil, de Dermeval Saviani, Autores Associados, 2007

> Ideologia e currículo, de Michael W. Apple, Artmed, 2006
Ideologia no livro didático, de Ana Lúcia Goulart de Faria, Cortez, 1996

> Ideologia, trabalho e educação, de Olinda Maria Noronha, Alínea, 2004
Massa e poder, de Elias Canetti, Cia das Letras, 2005

> Multidões em cena, de Maria Helena Capelato, Unesp, 2009

> Os intelectuais e a organização da cultura, de Antonio Gramsci, Civilização Brasileira, 1968 (esgotado)

> O que é ideologia, de Marilena Chauí, Brasiliense, 1997
Subjetividade, ideologia e educação, de Sílvio Gallo, Alínea, 2009

> Um mapa da ideologia, de Slavoj Zizek (org), Contraponto, 1997


- Conhecimento e compromisso
- Memória seletiva
- Pensar a profissão
- Visão do paraíso
 
LUÍS CÂMARA
PROFESSOR - SÃO LUÍS/MA

É importante observar que mesmo a educação voltada para o mercado de trabalho ou para as competências no seu sentido mais restrito, instrumental há ideologia. Neste caso a ideologia liberal. Porém, é importante também observar que a ideologia também pode se tornar um conteúdo quando recria fatos, servindo assim, mais a criação de manifestos a favor de uma ideia do que de uma produção do conhecimento a respeito de um acontecimento. Esse é o outro lado da questão. Penso que no Brasil temos ora uma coisa, ora outra. Depois chegaremos a um meio termo, mas com idelogia é claro. Pois, mesmo negando a presença de ideologia estaremos usando idelogia.
[ postado em 08.12.2009 ]
CARLOS JOSÉ DOS SANTOS
DESENHISTA APOSENTADO - BELO HORIZONTE, MG, BRASIL

Pelo próprio conceito e significado da palavra ideologia, que é a "Ciencia da formação das idéias", podemos concluir que não existe educação que não seja ideológica, seja de Direira, de Esquerda, seja Religiosa ou Laica, pois a educação é exatamente o estudo das idéias e ideais humanos que passa por todas as ciencias: Biológicas, Químicas, matemáticas, Políticas, Sociais, Econõmicas, Financeiras. O estudo das idéias leva a posições diferenciadas porém nenhuma delas se sustenta se não for embasadas na verdade e na realidade sem preconceitos, sem paixões, sem crendices, sem o saber.
[ postado em 01.12.2009 ]
EDGAR JACQUES AMADOR
TÉCNICO DE ENFERMAGEM - SÃO PAULO - SP

Não é possivel, pois a eduação tem um conjunto com ideologia e ética e isso vem do velho ditado:
Vem do berço.
[ postado em 17.11.2009 ]
FELIPE CARDOSO
ESTUDANTE - BELÉM-PA

Não existe no Brasil uma educação imparcial. A educação é alvo sim, de muita ideologia seja qual for. Porém isto ocorre de modo disperso. Não acho que é possível uma educaçõa totalmente imparcial. O problema é quando as bobagens ideológiicas interferem na qualidade do ensino. Quando a escola pára de ensinar português e matemática para ensinar devaneios ideiológicos. Quando se deturpa a história por qualquer motivo a educação não está mais cumprindo seu papel.
[ postado em 17.11.2009 ]
JULIANA
QUIMICA - SÃO PAULO

Se continuarmos trilhando esse caminho de Educação Continuada, sem critério, pois se eles existissem os adolescentes não sairiam sem saber ler e escrever da 8ª série ou 9º ano; ou lendo e escrevendo mas sem capacidade de ler o mundo e adaptar-se a ele, o caos social será muito maior.
A ideologia do "ganho a qualquer custo", "cada um no seu quadrado", "o professor é um empregado que está aí para ser tratado como um subalterno", "eu quem pago seu salário", com certeza tem existido dentro e fora da escola.
Quando se diz que não se tem ideologia, aí é que se encontram as mais perigosas: "não façam nada, não há esperança"; "aceitem tudo sem questionar".
O Brasil é um país jovem; se as pessoas acordarem, a educação, seja ela institucional ou não, ainda pode salvar o país.
Mas se não a educação não for enfatizada, será um divisor de camadas sociais intransponível e não será bom para ninguém, nem mesmo para quem julga angariar vantagens com a situação.

[ postado em 17.11.2009 ]
GUSTAVO CHERUBINE
EDUCADOR - SÃO PAULO

Na péssima era FHC foi criada a DRU.
Paulo Renato era ministro (péssimo) da educação, hj é secretário (péssimo) em SP.
A DRU, obra desses dois péssimos brasiliros acima referidos, retirou 80 bilhões da educação brasileira de 1997 até 2009.

E esse Fabiano (péssimo jornalista) escreve essa materiazinha...

Se merecem, todos esses péssimos.

Gustavo
[ postado em 17.11.2009 ]
ANTONIO
APOSENTADO EM VENDAS - SP/SP/BR

A Ideologia sempre vai existir. Atualmente está fragmentada em "tribos de indigentes mentais" e a maioria que subsiste a uma "democracia de fachada" tipo: Eu toco a música, voce dança.
[ postado em 17.11.2009 ]
JRORLANDO
EMPRESÁRIO - SJBVISTA -SP

Ideologia!!!
Um povo desprovido de transmissão de geração, de valores étnicos, de religião, de cultura, de educação, de folclore pode ter ideologia?
Eu creio que não.

[ postado em 17.11.2009 ]
PLINIO CORREA
PROFESSOR - SÃO PAULO

É uma vergonha o proselitismo comunofascista que o professorado de humanas faz nas escolas publicas e particulares de são paulo. Vivemos em um tempo em que crucifixos são arrancados das salas de aula para dar espaço a cultos nefastos de ídolos decrépitos de outrora. Ao invés de louvar os Ches, Chaves e Lullas em sala de aula, nossos professores (pagos com dinheiro publico - muitas vezes sem a mínima formação e educação)deveriam aproveitar o tempo gasto em greves e paralizações para aprofundarem seus limitados conhecimentos. Avaliação já! Ampla, geral e irrestrita! Por um professorado independente das curriolas sindicais bolchevistas! Educação não é baderna! Sem Mérito não há democracia!
[ postado em 17.11.2009 ]
MARINA
DIRETORA DE ARTE - SÃO PAULO

Desde os anos 80 a educação no Brasil não é imparcial.
Lembro-me da minha infância os comentários tendenciosos dos professores. Apresentando-nos líderes que realmente mereciam serem seguidos como "Fidel Castro" e "Che Guevara".
Mostravam-nos como a ditadura tinha sido muito ruim com todos os homens de bem e como os comunistas tinham lutado pela democracia no Brasil. Nos falavam que o comunismo sim era democrático. O comunismo sim era baseado na democracia e liberdade.
Conforme fui chegando à 8° série, os professores e dirigentes organizavam os alunos para participarem de manifestações. De fato, a manifestação dos "caras pintadas" foi muito boa para o país e muito justa também, lógico. Mas foi muito triste a convocação de estudantes com um cunho político. Chegando lá, meus colegas receberam bandeiras do PT das mãos dos próprios professores.
Isso sem falar na UNE. Quantas e quantas manifestações já não empunharam bandeiras de partidos políticos? Toda manifestação tinha sempre um monte de bandeira do PT.
E quando teve o ataque das torres gêmeas, então? Que vergonha.
Colegas de faculdade de jornalismo disseram que professores comemoraram "a queda do império".
Quando Hugo Chavez fechou a RCTV, estudantes de jornalismo, incentivados por professores, foram protestar com nariz de palhaço contra o próprio presidente da rede, o Marcel Granier. Muitos alunos receberam "explicações" sobre como Chávez agiu certo em prejudicar uma emissora que era contra o seu governo.
Ideologia a favor de um mundo mais justo, mais correto, com pessoas de bem é tudo muito bonito. Mas a verdade é que sempre partidos políticos deitaram e rolaram na educação brasileira.
Do jeito que a coisa anda, não seria melhor se os professores se empenhassem em serem especialistas em suas matérias? Tive aula com poucos "mestres" de fato. Muitos professores ficavam inventando a matéria a sua maneira.
Acho que SIM, o professor precisa seguir planejamento e ser cobrado como todo funcionário de qualquer empresa.
Seria ótimo se parassem com essas ideologias de boteco e focassem mais no estudo brasileiro que por sinal, está uma droga.
E agora, como fica a situação de todos os professores de minha juventude que nos vendiam o PT como a salvação do país? Influenciavam crianças e adolescentes para isso que vemos hoje no governo?...que belo resultado.
A educação brasileira é sim esquerdista e isso é repassado diretamente aos estudantes.

Ass. Uma estudante, que já sem paciência, passou anos de sua vida sendo influenciada por educadores esquerdistas.

[ postado em 17.11.2009 ]
JAIR
VIGILANTE - TEODORO SAMPAIO -SP

a educação no brasil é uma piada!
não há interesse em passar conhecimento aos alunos, nossas crianças são jogadas dentro das escolas mas o objetivo não é ensiná-las.
o profesor finge que ensina até porque se for comparar o conhecimento dos professores de hoje c/ o conhecimento dos alunos do ensino médio de ontem , perceberemos que os alunos de ontem dá um banho de conhecimento nos professores de hoje.
o s professores atuais não sabem nada e também não se interessa em adquirir conhecimento, não estão nem aí, salvo raríssimas exceções< ( exceções? ) será que está certo o termo? rsrsrs!
sem falar que esses professores atuais ganham muitíssimo bem, tanto quanto deveria ganhar quem é super qualificado.
essa é a ideologia presente nas escolas sem falar na carga ideológica que cada professor traz consigo e passam p/ os alunos no decorrer das aulas, passam seus valores que nem sempre vem de uma escala recomendada, é o fim da picada, o que será das nossas crianças?
[ postado em 17.11.2009 ]
ANGÉLICA
ESTUDANTE DE PEDAGOGIA - BERTIOGA /SP

lendo esta matéria, a qual me chamou muita atenção, penso que a minha responsabilidade no ato da minha formatura e depois da minha profissãoé ainda maior, gostaria que governo e assim como todos que podem mas não querem que a nossa Educação seja trasformada, tivessem a mesma sede que eu tenho, de poder fazer um pouquinho pra melhorar o ensino no Brasil, assim como uma andorinha só não faz verão, "criticar" somente também, não irá mudar nada,é preciso colocar a mão no arado, aí sim, poderememos mudar a história da Educação no nosso País.
[ postado em 17.11.2009 ]
FLAVIO TAVARES DE LYRA
ECONOMISTA - BRASILIA, DF

A idéia de que não existe mais ideologia é, sem sombra de dúvida, uma ideologia voltada para a perpetuação da atual forma de organização social e política. Educar nos moldes propostos é preparar as crianças para que aceitem a atual visão de mundo neoliberal. É bastante parar para pensar para se dar conta de que a organização atual do mundo tende a preservar e, até mesmo, aumentar as desigualdades entre paises e no âmbito dos próprios paises. É precisar adotar novas visões de mundo ( ideologias) orientadas para mudar a forma em que o mundo atual destroi seus recursos naturais e o próprio homem. Portanto, nota zero para os especialistas em educação que acreditam que o ensino atual não é ideológico.
[ postado em 17.11.2009 ]
YARA ESTEVES PERES
SANTOS

Realmente concordo com a Ana, dizer que a Educação teve papel central nos governos tucanos é uma piada de péssimo gosto a não ser que o papel central esteja na franca tentativa de desmonte do sistema público de educação.
Observem do ensino básico ao de nível superior o que vem fazendo os governos do PSDB e talvez vocês percebam que nada mais é do que uma tentativa de acabar com a escola pública em todos os níveis!
Me poupem!
[ postado em 17.11.2009 ]
OTO RODRIGUES
PROFESSOR - VITORIA DA CONQUISTA, BAHIA

O maior crime cometido pelo sistema educacional praticado no Brasil contra nossas crianças não está na existência ou não de ideologia nas escolas públicas, mas na ausência de liberdade de escollha. Somente os que possuem recursos optam pela escola privada. Não há opção para os menos favorecidos: aceitem o que a escola pública oferece, e ponto final. O ideal seria o que alguns estados americanos já praticam: um sistema de "vouchers", onde os pais escolhem a escola (seja ela pública, privada, mantida por igrejas, por ateus, etc) e o governo apenas cumpre seu papel: pagar a conta no fim do mês.
[ postado em 17.11.2009 ]
ANA
BANCARIA - SÃO PAULO

Me interesso pela educação, mas ao ler nessa matéria que "no Brasil, por exemplo, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a educação teve papel central...", por favor, com todo respeito à liberdade de pensamento, não subestimem nossa capacidade de crítica e observação. No estado de São Paulo o PSDB teve a oportunidade de criar uma geração, pois se mantém no poder desde o finado Mário Covas e o que fez? Entre outras coisas, a progressão continuada que está lançando milhares de analfabetos funcionais no mercado de trabalho, onde não serão absorvidos. O liberalismo na educação é um outro modo de manter o poder através da ignorancia popular. Passa-se a responsabilidade da educação totalmente para a família, sem dar a essa condições de levar a cabo essa incumbência.
É triste constatar que existem profissionais que se prestam ao papel de defender essa ideologia.
[ postado em 17.11.2009 ]