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  REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 150
A hora do espanhol (será mesmo?)
Legislação federal torna obrigatória no ensino médio brasileiro, a partir de 2010, a oferta da língua que tem mais de 500 milhões de falantes em todo o mundo; idioma ainda parece distante da maioria das salas de aula
 
Diego Braga Norte

O espanhol é uma das quatro línguas mais faladas do mundo, ao lado do chinês mandarim, o inglês e o híndi, um dos idiomas oficiais da Índia. Apesar de sua posição nesse ranking variar de acordo com a fonte pesquisada, alguns fatos são incontestáveis: é o idioma mais usado nas Américas, onde é tido como o segundo em importância na atualidade, atrás apenas do inglês. Seja por critérios numéricos (mais de 500 milhões de falantes mundo afora, atrás apenas do mandarim) ou mercadológicos (é primeira língua mais exigida pelas empresas nos EUA e a segunda aqui no Brasil, segundo levantamento da Manager Assessoria), o espanhol ganha importância crescente.

A proliferação da língua no território nacional é decorrência dos acordos diplomáticos do Mercosul. As fronteiras com países que falam o idioma somam mais de 15 mil quilômetros e incluem antigos parceiros comerciais como Argentina, Paraguai, Venezuela, entre outros. As empresas espanholas no Brasil - como Telefônica e Santander, só para citar duas das maiores - também têm interesse em promover o idioma. Além, é claro, das diversas possibilidades culturais que o domínio do espanhol proporcionaria aos brasileiros.

Atento a esse grau de relevância da língua no país e no mundo, o governo federal aprovou em 2005 a Lei 11.161 - popularmente chamada de "Lei do Espanhol" -, que torna obrigatória a oferta, por parte das escolas, do idioma no ensino médio e facultativa no ensino fundamental. Também é facultativa aos alunos a opção de cursar a disciplina. A partir da aprovação da Lei, os estados teriam prazo de cinco anos para levar a cabo a oferta obrigatória. Ou seja, já no ano que vem todas as escolas de ensino médio (públicas e privadas) devem oferecer espanhol aos seus alunos.

Onde estão os docentes?
Mas, quase ao final do prazo estipulado, ainda há redes que encontram problemas no processo de apropriação da língua. Enquanto em alguns estados o processo de implantação está adiantado, outros ainda penam para alcançá-lo - algo natural num país com dimensões continentais. O próprio Ministério da Educação admite que será impossível a implantação em 100% das escolas. "Não sei dizer qual estado está com o processo mais avançado, pois os tempos e as necessidades de cada um são bastante diferentes. Há sinais de dificuldade em relação às questões de recursos humanos, necessidade de contratação, mas eles estão se planejando", diz Maria Eveline Villar Queiroz, coordenadora-geral de ensino médio da Secretaria de Educação Básica do MEC.

O trabalho de implantação na rede pública não é fácil: além do déficit de professores, há a questão da escolha e da compra do material didático e do planejamento da grade curricular. Segundo a Lei, "a oferta da língua espanhola pelas redes públicas de ensino deverá ser feita no horário regular de aula dos alunos". Mas já há estados que admitem que algumas escolas poderão oferecer o curso no contraturno, desde que haja o consentimento de alunos interessados e disponibilidade de professores.

O déficit de professores de espanhol também é grande: levantamento do Ministério da Educação feito em 2005 apontava que seria preciso formar em torno de 20 mil professores. Hoje, o número é menor, mas o Ministério não soube precisar exatamente o quanto. Em contrapartida, dados oficiais dão conta de que no Brasil a oferta total nos estados é de 754 mil matrículas em espanhol no ensino médio. Em Santa Catarina, por exemplo, de acordo com a Secretaria Estadual da Educação, a língua espanhola é ofertada em 101 escolas para, aproximadamente, 23 mil alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. No Rio Grande do Sul, cerca de metade das 900 escolas estaduais de ensino médio já oferecem o espanhol, atesta Jane Graeff, coordenadora de ensino médio da Secretaria Estadual da Educação. O sucesso da implantação deve-se ao tempo de maturação do projeto, iniciado há alguns anos.

"Temos convênio com a Embaixada da Espanha desde 2005. Este ano vai ter a quinta edição de um curso de atualização para professores de espanhol", explica Jane. Ainda assim, ela reconhece falhas: "Existem atualmente, não só nessa disciplina, mas em outras, eventuais carências de professores. Pra suprir vagas, foram abertas contratações temporárias em lugares específicos".
 
Informações desencontradas
No Estado de São Paulo, a situação está complicada. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação não soube dizer se o idioma já é oferecido no ensino médio. Mas confirmou que no ano que vem - data limite - ele constará nos currículos. Questionada pela reportagem, a assessoria também não soube dizer se haverá abertura de concurso para contratação de professores e nem como a disciplina será inserida na grade. Gustavo Garcia, professor de espanhol, é presidente da Associação de Professores de Espanhol de São Paulo (Apeesp), entidade civil que reúne mais de 700 profissionais das redes pública e privada. Ele disse estar "muito preocupado" com o processo de implantação do espanhol no ensino médio estadual. Gustavo informou que a Apeesp pediu oficialmente uma reunião com a Secretaria para participar e colaborar com os trabalhos, mas não foram sequer recebidos. "Até agora não sabemos de nenhuma providência concreta. Nosso medo é que tudo seja feito de última hora, com contratações de forma precária e um risco tremendo para os alunos."

O Conselho Estadual de Educação de São Paulo, na deliberação 77/2008, já incorporou a "Lei do Espanhol", garantindo legalmente a oferta obrigatória da disciplina. O que não significa que a entidade a tenha regulamentado, atribuição prevista pelo artigo quinto da "Lei do Espanhol", do governo federal: os Conselhos Estaduais de Educação e do Distrito Federal emitirão as normas necessárias à execução desta Lei, de acordo com as condições e peculiaridades de cada unidade federada. Quando questionado, o vice-presidente do Conselho, João Cardoso Palma Filho, disse: "A Secretaria da Educação que tem de ver isso. Por exemplo, quantas aulas vai haver por semana, se vai ter em todas as séries do ensino médio".

Para a professora de espanhol do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Fernanda Dos Santos Castelano Rodrigues, os governos estaduais estão se mexendo pouco para realmente implementar o espanhol.  "Tem uma coisa que assusta. O governo do Estado de São Paulo, por exemplo, não divulgou nenhuma notícia de concurso público para a contratação dos professores de espanhol. O que eu sei é que a Secretaria de Educação do Estado desenvolve, desde 2006, um programa de formação de professores em convênio com o Instituto Cervantes, Grupo Universia e Banco Santander." O programa citado é o Oye espanhol, um curso on-line gratuito de 600 horas/aula para os professores da rede. Seria prioritariamente para professores de língua portuguesa ou língua inglesa, mas também é aberto para docentes de quaisquer outras disciplinas. No final, os professores fariam uma prova e receberiam um certificado que lhes permitiria dar aulas de espanhol na rede pública. Mas, após críticas e pressão, o governo voltou atrás, informando que o Oye espanhol não formaria e nem habilitaria professores para a rede pública.

Para Fernanda, a ideia do governo era aproveitar professores concursados que poderiam ampliar sua carga horária na rede. "O projeto foi muito criticado pelas universidades estaduais e pela própria Universidade Federal de São Carlos. Um projeto de formação on-line de 600 horas nos pareceu um acinte, já que os cursos de graduação de formação de professores em letras precisam ter aproximadamente 3.000 horas/aula presenciais", diz.

Há 20 anos atuando como professora de espanhol na Unesp de Assis, no interior paulista, a chilena Ester Myriam Rojas Osório lamenta que no Brasil, país "líder político na América Latina", o ensino de espanhol esteja tão atrasado. "Como disciplina, há em poucas escolas públicas. As escolas particulares saíram na frente. Parece-me que falta mais empenho na implantação do espanhol na escola pública." Em Assis, há espanhol somente no ensino fundamental de algumas escolas municipais e no único Centro de Línguas estadual da cidade, de cerca de 100 mil habitantes.
 
Com que material?
Outro ponto polêmico diz respeito ao material didático. De acordo com os professores ouvidos, não há no Estado de São Paulo nenhum movimento indicando como serão feitas a escolha e a distribuição do material. "Desde o ano passado, eles têm feito aquelas apostilas para as disciplinas. E não se tem realmente nenhuma notícia de que isso esteja sendo pensado e preparado para a língua espanhola. É como se a inserção não fosse obrigatória a partir do ano que vem", diz Fernanda.
No nível federal, o Ministério da Educação já começou a promover algumas ações. Ainda que com atraso, iniciou-se a avaliação do material didático de espanhol. Além disso, as orientações curriculares já foram elaboradas. Há previsão de que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) vá efetuar compra de livro didático em língua espanhola para o ensino médio. "Primeiro há a etapa de seleção e a análise dos livros didáticos, e depois a licitação e compra. É um processo que demora cerca de três anos para se completar. A partir de 2012 vamos entregar os livros de língua estrangeira moderna, inclusive o espanhol, para os alunos do ensino médio", relata Maria Eveline, do Ministério da Educação. Além disso, o MEC assinou, no início de agosto, uma carta de intenção com o Instituto Cervantes, que prevê o aperfeiçoamento de professores e alunos de espanhol por meio das ferramentas de ensino a distancia, oferecidas pelo próprio Instituto.

O Ministério e alguns estados - Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná e outros - mantêm uma articulação com a embaixada da Espanha ou com outros países onde se fala espanhol, como Argentina e Colômbia. Há programas federais de intercâmbio entre o Brasil e esses países, além de um projeto da embaixada da Espanha que fomenta a formação de professores através da instalação de centros de recursos didáticos. Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Cuiabá e Salvador já possuem os Centros de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE).  Os espaços possuem acervo bibliográfico, videoteca e estrutura para a realização de cursos para formação continuada dos professores.

A experiência das particulares

No ensino privado, a procura vem aumentando ao longo dos anos. Débora Schisler, diretora da Seven Idiomas, escola que há mais de 15 anos oferece aulas de espanhol, conta que de 2008 para 2009 a procura aumentou 38% nas unidades e 32% nas turmas corporativas (salas de aula dentro das empresas). "Antes, o pessoal fazia espanhol depois de terminar o curso de inglês. Hoje, a gente já vê um movimento diferente, vê gente fazendo o espanhol como segunda língua", relata Débora.  

Apesar disso, o interesse, segundo ela, deve-se principalmente à exigência do mercado de trabalho. "O espanhol teve um crescimento notável no ano passado, mas por necessidade das empresas." A maioria dos alunos da Seven já está inserida no mercado de trabalho e estuda o espanhol por exigência profissional ou para galgar melhores postos. "O carro-chefe continua sendo o inglês. Os alunos que são de empresas fazem o espanhol porque é mais fácil de aprender do que o inglês."

Uma curiosidade é que, segundo a diretora, a Seven e outras escolas de idiomas que ensinam espanhol acharam que, depois da consolidação do Mercosul - após a segunda metade da década de 1990 -, a procura iria aumentar. Mas o fato não se concretizou. "Todo o setor pensou que o espanhol fosse crescer no Brasil, algumas escolas fizeram até investimentos contando com isso, mas não foi o que aconteceu." A experiência ilustra que foi preciso mais esforço político por parte do governo para a disseminação do espanhol, uma língua importante para os brasileiros. 

No Instituto Cervantes, escola oficial do governo da Espanha, não é diferente. O Brasil já é o país com mais unidades e alunos do mundo. São nove unidades em nove capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Florianópolis), sendo que as três últimas unidades foram inauguradas ano passado - comprovando o aumento da procura. O instituto atende cerca de 120 mil alunos anualmente, contando as diferentes modalidades de cursos: regulares, intensivos minicursos, atualização etc.  

Pedro Benítez Pérez, diretor acadêmico do Instituto Cervantes de São Paulo, afirma que "o número de estudantes é cada vez maior". (...) "Alunos jovens e adultos, a procura cresce em todas as faixas etárias." Em sua avaliação, ele também destaca "as possibilidades de trabalho com o espanhol" como o elemento motivador que leva as pessoas a aprenderem o idioma. "Não só no Brasil, mas no mundo todo tem crescido a procura por cursos de espanhol, como no Japão, China e África. No Brasil faz muito sentido aprender o espanhol, pois o país tem sete fronteiras com países que falam essa língua", conclui Pérez.  

O Instituto firmou, no ano passado, um convênio com a Fundação Memorial da América Latina para ensinar espanhol a distância. Ainda em caráter de experimentação para aperfeiçoamento, os funcionários do Memorial são os primeiros alunos a participar do curso. Após o período de testes, o curso será aberto para o público.
O Memorial e o Cervantes desenvolveram um modelo semipresencial, com os alunos interagindo no ambiente virtual pedagógico, mas com atividades todos os sábados no Memorial. O modelo também prevê encontros presenciais a cada 15 dias entre os alunos e seus tutores. 


Centros de Línguas 

No Paraná e em São Paulo há experiências importantes de oferta de línguas estrangeiras modernas. Nesses Centros de Línguas (CEL - Centro de Línguas, em São Paulo; e Celem - Centros de Língua Estrangeira Moderna, no Paraná) os alunos têm a oportunidade de aprender outras línguas estrangeiras além do inglês, que já é oferecido regularmente na grade curricular.

A proposta é similar às das escolas particulares de idiomas. Como os alunos que estudam nos Centros Língua (CLs) frequentam as aulas exclusivamente pelo interesse, têm muito mais motivação parar aprender. Em São Paulo, os primeiros CLs datam de 1988. Na década de 90 somavam 50 unidades espalhadas pelo estado. Hoje são 84 unidades (totalizando oferta de 10 mil vagas); 35 na Grande São Paulo e 49 no interior, em municípios com mais de 50 mil habitantes.

Arlete Lima, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, área que cuida dos CLs, explica que há cursos gratuitos de espanhol, francês, alemão, italiano e japonês. Mas nem todas as línguas são oferecidas em todas as unidades: a oferta varia de acordo com a demanda. Eles têm duração de seis semestres e são divididos em dois níveis. Para cada semestre há uma carga horária de 4 horas/aula semanais; divididas em duas aulas por semana, ou uma aula aos sábados. A partir da 6ª série, todos os alunos da rede estadual de ensino (regular, supletivo ou técnico) podem participar, lembrando que o estudante não precisa estar matriculado na escola que oferece o curso.

"Os Centros de Línguas são um dos pilares do sistema estadual de ensino. O trabalho que eles desenvolvem é de nível excelente. A gente recebe alunos aqui na Federal de São Carlos, e eu recebia também alunos dos CLs na USP, e todos eles despertaram para o espanhol de uma maneira muito positiva", conta Fernanda Castelano Rodrigues, que começou a lecionar espanhol em um CL do Brás, em São Paulo. Ela se recorda da experiência com entusiasmo: "Era um CL que funcionava muito bem. Inclusive quando você conversa com as pessoas ou visita um CL, tem a impressão de que eles não fazem parte desse sistema tão sucateado que é o sistema estadual de ensino".

No Paraná, há 40 mil vagas distribuídas em 300 CLs. Lá, além de alunos da rede pública, pessoas da comunidade, professores e funcionários públicos também podem cursar alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês e mandarim. Assim como em São Paulo, os cursos são ministrados em duas aulas semanais de duas horas cada, e têm duração de dois anos. Com exceção do mandarim, que devido à sua complexidade dura três anos. "O espanhol é o idioma mais procurado, temos uns 20 mil alunos", diz Mary Lane Hutner, do Departamento de Educação Básica da Secretaria.

De acordo com os especialistas consultados, os CLs não são conflitantes com as aulas regulares de inglês e espanhol da rede pública, mas complementares. "Há muitos alunos, por exemplo, que estudam inglês nas escolas e também nas escolas particulares de idiomas. São cursos diferentes, com objetivos diferentes. Os CLs não têm por que pensar no vestibular, por exemplo. A proposta é completamente diferente", resume Fernanda Castelano Rodrigues.



- O difícil encaixe
- Raio X para novas práticas
- As barreiras
- Na bromélia
 
JORGE
PROFESOR DE ESPAÑOL (NATIVO) - SP

Como profesor formado, posgraduado en educación (Master) No es posible formar profesores en un corto plazo para suplir la necesidad o por un decreto que exige la inclusión en el curriculum regular de esta asignatura. Es una medida que merece estudio, análisis, discusiones para buscar una forma eficaz en la preparación y formación de verdaderos profesores de español y no de portunhol, sólo por cumplir una ley
[ postado em 02.11.2009 ]
RONALD
AUXILIAR ADMINISTRATIVO - SANTO ANTONIO DO SUDOESTE

Acredito que tem muita gente que critica sem nunca ter falado com ninguém que fale outra língua. Com o tal do Gustavo japonês disse, para que ensinar? Para que não repitam as barbaridades vistas em comentários anteriores de erros de grafia, de palavras simples. Moro na fronteira, falo muito mal o espanhol e não sou perito em português, mas sinto-me envergonhado de passar a fronteira e ver que os argentinos falam o português perfeitamente. Parabéns ao governo brasileiro: mais uma medida de acordo com a Constituição Brasileira. Vocês conhecem a CF/88? Em seu texto, encontra-se: "Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações." Na comunidade latino-americana, quantos são os países que falam o inglês? nenhum. E o português? Que eu saiba somente o Brasil. E o espanhol? o restante. Que tirem as suas conclusões.
[ postado em 22.10.2009 ]
FRANK
PROFESSOR - SANTO ANDRÉ

Parabéns a todos que fizeram os comentários anteriores. E o retrato de medidas tomadas por pessoas que desconhecem o processo de aprendizagem. Professores não são formados por decreto. Pare e pense: O ensino do idioma inglês nas escolas tem resultados positivos? Quantas pessoas proximas a voce falam o idioma inglês bem? De posse desta resposta e facil concluir o resultado da implantação do ensino do idioma "Castellano" em nossas escolas. O aprendizado de um idioma leva anos e muita dedicação principalmente para se colocar na posição de mestre. Estudo Inglês a 30 anos e Castellano a 2 anos.
[ postado em 21.10.2009 ]
FLAVIO
ESTUDANTE DE ENGENHERIA PETROLERA - SANTA CRUZ DE LA SIERRA/BOLIVIA

Estou estudando na Bolivia e posso assegurar uma coisa, embora o español oficial é o castellano, o español castellano aqui da Bolivia é bem diferente do español da Argentina, Equador, Colombia e por ae vai. Mais como nosso amigo Antonio disse, é recomendavel que se fale o Castellano!
[ postado em 21.10.2009 ]
ÍSIS
PROFESSORA - SÃO PAULO / SP

A intenção até que é boa. Se vai dar certo? Vejam só o que acontece com o ensino da língua inglesa nas escolas: 7 anos de estudo, no mínimo, na rede pública, e alunos (e professores) que mal sabem o verbo to be. Pavoroso....
[ postado em 21.10.2009 ]
YVES
ENGENHARIA - BRASÍLIA

O governo devia era cuidar para que fosse melhorado o ensino da nossa língua portuguesa.
[ postado em 21.10.2009 ]
CINTHYA
PROFESSORA DE ESPANHOL - CURITIBA

O termo Espanhol não está incorreto.O ideal seria tratar o idioma por Língua Espanhola. Quanto ao termo Castelhano, quase não se usa mais, porém é compreendido como o idioma ibérico. Outra questão: as escolas daqui do PR estão devagar tb na contratação. Ao enviar meu currículo para algumas privadas, me disseram que a lei "não vai pegar" pq os alunos não gostam, preferem o inglês, por isso estão prorrogando a inclusão do idioma espanhol em seus currículos. Tá na hora do MEC dar um chacoalhão nesse povo.
[ postado em 21.10.2009 ]
GIULIA
ESTUDANTE - SAO PAULO, SP

E ridiculo ter mais de 10 materias obrigatorias no ensino medio. E um exagero, os sistemas americanos, canadenses, australianos, suico, frances, italiano, neozelandes e outros que permitem voce escolher suas materias e muito mais eficiente. Eu nao vou dar conta de estudar 14 materias, estudar pro vestibular, enem e provas na escola que acontecem no sabado, alem das aulas a tarde. Alem disso tenho que ser saudavel fazendo um exercicio fisico e dormindo 8 horas por dia. ESTUDANTES NAO SAO ROBOS (caro presidente lula, creio que voce nao sabe disso pois nunca foi um estudante de ensino medio).
[ postado em 21.10.2009 ]
RAQUEL
PROFESSORA - RJ

Sugiro que vocês mudem a mensagem que recebemos ao enviar comentários: Caso o texto seja publicado, ESTAREMOS LHE ENVIANDO
um aviso através do e-mail .
Esse gerundismo, além de incorreto, não fica bem para uma revista de educação. Melhor: lhe enviaremos
Atenciosamente,
Raquel T.

[ postado em 21.10.2009 ]
JOÃO
ANALISTA DE SISTEMAS - SÃO PAULO/SP

Concordo com o Gustavo Pra começar o Brasil é ridículo. O presidente não fala português corretamente, para que aprender espanhol!?
Antes de aprender outra lingua, vamnos nos preocupar com a nossa que sofrerá mudanças !!!
Reclamar que um professor de escola pública não ensina inglês corretamente, que estrutura ele tem !? Quantos alunos temos por sala !? tente praticar uma conversa entre pares em outro idioma numa escola pública da periferia com 50 alunos por sala !!!

Senhores, estamos formando milhares de analfabetos funcionais, pessoas que não raciocinam... Outro idioma deveria ser segundo plano !!! Aliás, a prioridade agora é a Copa e depois a Olimpíada, f...-se a educação !!!
[ postado em 21.10.2009 ]
GRAZIANI
CUIABÁ

Não vejo nenhum problema no uso do termo "espanhol", pois a língua oficial na Espanha e nos outros 19 países da América levam este nome.
[ postado em 21.10.2009 ]
PEDRO
ESTUDANTE - RIO DE JANEIRO/RJ

Oferecer novas disciplinas para os alunos é sempre bom, ma me preocupa a desvaloriação do português no contexto do Mercosul.
O Brasil é, de longe, o país mais importnate da América do Sul! Por que não tomar medidas para transformar essa hegemonia econômica em cultural como fazem os EUA? Por que se render a uma língua falada por paraguaios e bolivianos?
[ postado em 21.10.2009 ]
THIAGO ALONSO
ADVOGADO - SÃO PAULO/SP

ANTONIO, acredito que o correto seja realmente "espanhol" e não "castellano". É comum na Espanha e na América Latina a referência a "castelano", no primeiro caso porque há o regionalismo e as outras linguagens regionais como o catalão, o galego etc. e no segundo porque usar a expressão "espanhol" remete a um passado de colonização que alguns não gostam de reafirmar. Assim, creio, s.m.j., que o termo correto realmente é língua espanhola.
[ postado em 21.10.2009 ]
CRISTINA ALBUQUERQUE
ARQUITETA - CAMPINAS-SP

Caro Gustavo Sato,
Você tem razão ao dizer que os brasileiros não falam bem o próprio idioma, pois você mesmo é um ótimo exemplo: Emplementar? Deveria-se haver? Perca de tempo? Poca vergonha?
Você deveria ser o último a criticar já que comete erros tão grosseiros.
A iniciativa é ótima, mas é claro que a implementação não será fácil. Mas é preciso começar de alguma forma. Ou talvez devessemos todos nos mudar para o Japão, onde tudo funciona?
[ postado em 21.10.2009 ]
RAQUEL
PROFESSORA - RIO DE JANEIRO

Estimado Antonio Bernardino,
O termo mais correto é ESPANHOL sim, e não castellano. Segundo a RAE (Real Academia Espanhola) a língua espanhola não é somente a língua originada na região de Castilla (Castela)durante a idade média, mas sim o idioma que surgiu a partir do castellano e todas as contribuiçoes do árabe (Al Andalus) e dos idiomas indígenas dos países hispanoamericanos. Principalmente em relação ao léxico, por exemplo palavras como alfombra, almohada, chocolate, piragua... são todas "estrangeiras" aos olhos do reino de Castilla. O espanhol é o idioma que se fala hoje em dia em 20 países, não apenas em território espanhol (onde existem línguas cooficiais, mas uma única que é falada por todos). Tentei explicar em breves palavras, essa é uma discussão ampla, mas dá pra encontrar na internet bastante coisa sobre isso.
Abraços
[ postado em 21.10.2009 ]
NEIVA GRAZIADEI
PROFESSORA UNIVERSITÁRIA DE LÍNGUA ESPANHOLA - PORTO ALEGRE

Sou professora universitária de Língua espanhola em uma universidade do RS e sou graduada em Língua espanhola e suas Literaturas pela UFSM. Informo que há no Brasil mais de , no mínimo, 60 universidades, tentre privadas e federais, formando professores de Língua Espanhola, graças a Deus não é só o universo de São Paulo,pois não serve de parâmetro para esta nova realidade.Um acordo feito entre os países do Mercosul institui o ensino do Português nos países dde fala hispânica assim como o espanhol aqui.O que acontece, são informações desencontradas por parte do público em geral pois desconhece a realidade desse idioma em nosso país. Aqui no RS, vários municipios abrem concursos para professores de espanhol há mais de dez anos, pois em determinadas regiõs do estado a demanda é maior. ressalto que apra ser professor desse idioma, há que passar pelos bancos de uma instutição de ensino superior, afora isso, é o jeitinho brasileiro. neivagf@uol.com.br
[ postado em 21.10.2009 ]
EBERT
PROFESSOR - BELÉM

Gustavo Sato de Paula, para fazer um comentário, inclusive sobre um tema que envolve línguas, é necessário conhecer a sua própria. Eu parei de contar os erros do seu texto quando cheguei ao número 10!
"Emplementar" ? "perca" ? E olha que não contei os erros de acentuação , considerando que vc pode não ter tido acesso a esse recurso.

Quanto ao Espanhol/Castelhano, acho totalmente desnecessário seu aprendizado, já que o mundo da cultura e da economia falam inglês.

Abraços.
[ postado em 21.10.2009 ]
FÁBIO LIMA
PROFESSOR - SÃO PAULO

Como professor de espanhol no Ensino Superior faço alguns comentários que creio ser pertinentes com a discussão proposta na matéria: 1. Sobre quem são os professores: ninguém oferece um dado concreto sobre o número de professores de espanhol habilitados para assumir as aulas, o que é fundamental para o planejamento e formação de novos professores; 2. é preciso saber quais são os verdadeiros interesses de instituições como o Santander e o Instituto Cervantes na "formação" de professores de espanhol. O curso OYE promovido pelo Cervantes ia acabar habilitando professores de outras áreas para lecionar espanhol, não fosse a manifestação de entidades como a APEESP. Se isso ocorresse, estariam promovendo absurdos como pessoas formadas em direito dando aulas de português, formados em engenharia lecionando matemática e por aí afora...; 3. é preciso pensar urgentemente na formação do professor, caso contrário estaremos fadados ao mesmo modelo do ensino de inglês, com a maioria de professores que não falam a língua e que submetem os alunos ao "aprendizado" do verbo to be desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio. Sempre questiono meus alunos sobre que professores de espanhol eles pretendem ser; 4. é fundamental que os estados e municípios (que oferecem Ensino Médio) se organizem para a implementação da disciplina no currículo, criando concursos para os realmente habilitados para dar essas aulas, ou seja, formados em Letras - Português / Espanhol; 5. Creio que a escolha do material didático deve ser feita pelos professores que assumirão as aulas, não tem sentido escolherem material antes de selecionarem os professores.
Enfim, esses são alguns pontos fundamentais para que se alcance êxito no ensino de espanhol.
Para os que criticam a aprendizagem de língua estrangeira, pontuo que ao aprender um idioma estrangeiro não aprendemos somente a "língua", mas a cultura dos povos que falam este idioma, e isto faz com que haja uma reflexão sobre a cultura do outro e a cultura de quem aprende, ou seja, há uma contribuição sem precedentes para que haja uma reflexão sobre a cultura brasileira. Outro ponto fundamental: a aprendizagem de uma língua estrangeira contribui para o aperfeiçoamento da aprendizagem da língua materna. Pensem nisso.
[ postado em 21.10.2009 ]
ENRIQUE VILLAMIL
ARQUITETO / PROFESSOR - BRASÍLIA DF

Achei interessante colocar este texto para informação. Está aqui.

Para designar la lengua común de España y de muchas naciones de América, y que también se habla como propia en otras partes del mundo, son válidos los términos castellano y español. La polémica sobre cuál de estas denominaciones resulta más apropiada está hoy superada. El término español resulta más recomendable por carecer de ambigüedad, ya que se refiere de modo unívoco a la lengua que hablan hoy cerca de cuatrocientos millones de personas. Asimismo, es la denominación que se utiliza internacionalmente (Spanish, espagnol, Spanisch, spagnolo, etc.). Aun siendo también sinónimo de español, resulta preferible reservar el término castellano para referirse al dialecto románico nacido en el Reino de Castilla durante la Edad Media, o al dialecto del español que se habla actualmente en esta región. En España, se usa asimismo el nombre castellano cuando se alude a la lengua común del Estado en relación con las otras lenguas cooficiales en sus respectivos territorios autónomos, como el catalán, el gallego o el vasco.»

[RAE: Diccionario panhispánico de dudas. Madrid: Santillana, 2005, p. 271-272]


[ postado em 21.10.2009 ]
ALFREDO
BANCÁRIO - SÃO PAULO SP

Fiz letras (espanhol) e desisti. Não havia bons empregos ou qualquer estímulo público. Falou bem o comentarista sobre a mania dos governos brasileiros quererem abraçar o mundo e não estruturar nada decente. Já seria o máximo reduzir o analfebetismo funcional. Não será com governo do Lula que isso vai mudar.
[ postado em 21.10.2009 ]
JANDIRA GUALBERTO DOS REIS
PROFESSORA - VITÓRIA-ES

Finalmente. Já passou, e muito, da hora do Brasil adotar o ensino da língua estrangeira de forma séria. Penso ser uma vergonha o país que tem em seu Sistema de Ensino a obrigatoriedade de apenas uma língua estrangeira moderna a partir da 5ª série do Ensino Fundamental. Por essas e outras é que pessoas chegam ao nível de fazer um mestrado sem a menor noção de uma língua estrangeira; ou servem de chacota como aconteceu mais recetemente com o técnico Joel Santana ao tentar se comunicar em inglês com os seus jogadores.
[ postado em 21.10.2009 ]
DIANA LIMA
AUX. ADMINISTRATIVO - SÃO PAULO

Só espero que se essa nova lei "vingar" não seja como o inglês, pois quem estudou em escola púplica sabe bem a palhaçada que é uma aula de inglês. Vamos esperar pra ver o Espanhol.
[ postado em 21.10.2009 ]
JAIRO MORETTI
FOTOGRAFO - CASCAVEL

Os estados poderiam fazer convênios com as Embaixadas de países que falam o espanhol, acredito que trazendo professores estrangeiros os governos resolveriam o problema de material humano, além de fazer o intercâmbio cultural tão importante no aprendizado de um idioma, com o real forte, acredito que não seria difícil trazer professores de países vizinhos. Ex professores argentinos para SC e PR, professores uruguaios pra RS, professores bolivianos para MS e MT, ta
[ postado em 21.10.2009 ]
ANTONIO BERNARDINO
ENGENHEIRO - MADRID - ESPANHA

por favor, verifiquem o termo. embora espanhol se refira ao ensino da lingua oficial da Espanha, o termo correto é castellano. na espanha, com a questão da regionalização, há muitas outras línguas locais (catalão, vasco, gallego). dizer a um catalão que fala espanhol é meio prepotente. é recomendável que se diga, que se fala castellano.

obrigado,
[ postado em 21.10.2009 ]
THIAGO
ENGENHEIRO - CAMPINAS/SP

O artigo insinua erroneamente que o Brasil faz fronteira com o Equador, o que nao eh verdade.
[ postado em 21.10.2009 ]
JORGE OLIMPIA
ANALISTA DE SISTEMAS - MOGI DAS CRUZES / SP

A iniciativa do governo, a partir do acordo assinado com a Espanha, é excelente. O problema é que, como mostra a matéria, não há profissionais suficientes para ensinar nossos alunos. Infelizmente o despreparo não é de hoje: o ensino de inglês nas escolas públicas é de péssima qualidade, tanto pela incapacidade dos professores quanto pela grade educacional que, somada ao desinteresse dos jovens pela escola, torna-se uma grande barreira a ser vencida. Antes de mais nada, o Brasil necessita de uma política estudantil séria e eficiente, promovendo os jovens a futuros cidadãos, conscientes de sua importância na comunidade.
[ postado em 21.10.2009 ]
GUSTAVO SATO DE PAULA
DJ - OKINAWA-JAPAO

Acho ridiculo querer emplementar algo em um pais onde nem mesmo se fala bem o proprio idioma, ridiculo o governo brasileiro querer oferecer algo quando quando na minha opiniao deveria-se haver uma reforma geral no sistema de educacao do Brasil! dando passos maior q as pernas e querendo abracar o mundo nao seria uma grande vantagem e sim uma perca de tempo e dinheiro com algo q sim valeria muito a pena se os estudantes das redes publicas brasileiras fossem realmente levados a serio! poca vergonha querer mostrar ser um pais em estado de evolucao tendo sua principal base totalmente desestruturada!!!
[ postado em 21.10.2009 ]